Assembleia Legislativa do Amazonas Câmara Municipal de Manaus Cidades Ciência Economia Educação Energia Esporte Eventos Meio Ambiente
GALERIAS VÍDEOS RÁDIO
notícias
25/09/2017 | 18:20 - Brasil / Política

Sem quórum, Câmara adia novamente leitura da denúncia contra Temer

José Cruz /Agência Brasil

Sem quórum, Câmara adia novamente leitura da denúncia contra o presidente Temer

 

A Câmara dos Deputados não alcançou o quórum mínimo de 51 parlamentares para abertura da sessão de debates. Com isso, a leitura da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República contra o presidente Michel Temer pelos crimes de obstrução de Justiça e organização criminosa não pôde ser lida em plenário.

No horário em que a sessão estava prevista para ter início, havia apenas 22 deputados na Casa, quando são necessários pelo menos 51 presentes. Na última sexta-feira, o plenário também não atingiu quórum para abrir sessão e a leitura não foi feita. Nova sessão foi convocada para esta terça-feira (26).

O processo foi entregue pelo Supremo Tribunal Federal (STF) na Secretaria-Geral da Mesa da Câmara na última quinta-feira. A partir do protocolo na Casa, a denúncia deve ser lida em plenário. Em seguida, o presidente Temer será notificado para que apresente sua defesa perante os deputados no prazo de até dez sessões plenárias.

A primeira etapa de análise pelos parlamentares ocorrerá na Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ), responsável por aprovar no prazo de até cinco sessões um parecer favorável ou não ao prosseguimento da denúncia no Supremo Tribunal Federal (STF). O parecer será elaborado por relator ainda a ser designado pelo presidente da CCJ, deputado Rodrigo Pacheco (PMDB-MG).

A segunda denúncia contra o presidente Michel Temer foi apresentada ao STF pelo ex-procurador-geral da República Rodrigo Janot no último dia 14 de setembro. Nesse processo, Janot acusa Temer e parlamentares do PMDB de terem formado esquema de corrupção envolvendo integrantes do partido na Câmara dos Deputados com objetivo de obter vantagens indevidas em órgãos da administração pública.

Na acusação por obstrução de Justiça, Temer teria atuado para comprar o silêncio do doleiro Lúcio Funaro, um dos delatores nas investigações e que teria sido o operador do suposto esquema. A suposta interferência teria ocorrido por meio dos empresários da J&F, Joesley Batista e Ricardo Saud, que também são acusados pelo mesmo crime.

A defesa de Michel Temer contestou as acusações e apresentou no STF pedido para que a denúncia fosse devolvida à PGR. Mas o plenário da Corte decidiu encaminhar a denúncia para a Câmara, a qual cabe autorizar ou não o prosseguimento da investigação.

 

Débora Brito - Repórter da Agência Brasil

 

 

 

 

 

deixe seu comentário

Nome:

E-mail:

* Seu e-mail não será publicado

Mensagem:
Acompanhe nas redes sociais

© 2006 - 2017 Roteiro Amazônico. Todos os direitos reservados.

sob liçença