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03/12/2018 | 11:45 - Roraima / Política

RR Barreiras podem fechar caso salários não sejam pagos

Diane Sampaio/Folha BV)

“É sempre bom lembrar que, enquanto os fiscais e demais servidores fazem o combate direto dessa mosca, é preciso que os motoristas entendam nosso trabalho e colaborem, é importante envolver toda a população nesse processo. Somos vários profissionais, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e médicos veterinários, e o trabalho desse batalhão de servidores não terá êxito sem a ajuda da população”, completou.

 

Em entrevista ao programa Agenda da Semana desse domingo, 2, na Rádio Folha FM 100.3, o presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Roraima (Sintag-RR), Claudionei Simon, disse que as barreiras fitossanitárias do estado podem fechar, caso salários dos servidores não sejam pagos. O prejuízo, de acordo com o sindicalista pode ser “incalculável”.

“Na medida do possível estamos tentando manter as barreiras agropecuárias em funcionamento, mas está difícil. Como obrigar um pai de família a vir trabalhar sabendo que seus filhos não têm nem o que comer em casa? Se não for normalizado o pagamento dos salários, será muito difícil manter as barreiras abertas”, disse o sindicalista.

Em alguns locais, de acordo com o presidente do Sintag-RR já não está sendo possível manter o funcionamento na sua totalidade. “As barreiras de Bonfim e Passarão [zona rural da capital, Boa Vista] ficaram desguarnecidas, há somente um servidor nos locais, mas não temos garantia das 24 horas de cobertura. A Polícia Militar já não está mais nesses locais, aliás a maioria das barreiras está sem a guarnição da polícia, isso já há uma semana”, ressaltou.

A presença da polícia nas barreiras, segundo o presidente do Sintag-RR, é a garantia de que o serviço possa ser executado da forma mais precisa possível. “A presença da polícia nas barreiras agropecuárias, é a garantia para o servidor desenvolver suas atividades com mais segurança. A gente sabe que existem pessoas que transitam nas BRs, que são mal-intencionadas e que não estão ali para colaborar. O servidor de fiscalização, se não estiver guarnecido dessa segurança, terá suas atividades inviabilizadas e sua vida pode ser colocada em risco”, destaca.

“Tivemos uma reunião com a superintendência do Ministério da Agricultura [Pecuária e Abastecimento-Mapa] e a gente deixou bem clara essa situação, a dificuldade que o servidor de fiscalização está tendo para desempenhar suas atividades, isso foge ao nosso controle, não existe possibilidade de manter nem ao menos 1% desses servidores em atividade, quando os servidores não têm os seus salários. E os policiais militares estão na mesma situação, também estão com os salários atrasados, então, com certeza, dificulta nosso trabalho”, disse Simon.

De acordo com o sindicalista, o superintendente do Mapa foi claro em dizer que a manutenção das barreiras é essencial. “Existe a possibilidade do Ministério da Agricultura pagar diárias para os servidores da Aderr [Agência de Defesa Agropecuária de Roraima] e também para os policiais militares e demais servidores. Essa seria a única forma de mantermos os servidores trabalhando e as barreiras funcionando, já que nossos salários não sabemos quando receberemos”, ressaltou.

Isolamento – De acordo com o presidente do Sindicato dos Técnicos Agrícolas de Roraima, Claudionei Simon, a praga conhecida como mosca da carambola (Bactrocera Carambolae), que pode causar prejuízos à agricultura brasileira, foi erradicada de nove municípios de Roraima: Boa Vista, Cantá, Caracaraí, Mucajaí, São João da Baliza, Caroebe, São Luís, Rorainópolis e Iracema. No entanto, ainda têm seis municípios focais: Bonfim, Normandia, Uiramutã, Pacaraima, Amajari e Alto Alegre, que permanecem sob fiscalização.

“Caso as barreiras agropecuárias não voltem a funcionar 24 horas por dia, o Ministério da Agricultura, provavelmente terá que isolar Roraima das demais unidades da Federação, ou seja, vai inviabilizar que o estado possa continuar a exportar seus produtos, principalmente alguns frutos que são hospedeiros da mosca da carambola para o restante do país. O Brasil é um grande exportador de frutos, e se a praga sair do controle pode comprometer toda a produção nacional”, explicou Simon.

De acordo com o presidente do Sintag-RR, as barreiras fitossanitárias são a única forma de conter a possibilidade de disseminação da praga. “Se sair do nosso controle, mesmo aqui dentro do estado, se deixarmos passar nas barreiras e a praga migrar para os municípios que estão livres, como Boa Vista, por exemplo, que é um grande exportador de manga para o mercado do Amazonas, vamos perder esse mercado. Agora, você imagina essa praga indo para os outros estados? Alguns países que são consumidores dos nossos produtos vão embargar a produção, os prejuízos serão gigantescos, vai afetar toda a economia de Roraima”, disse.

“É sempre bom lembrar que, enquanto os fiscais e demais servidores fazem o combate direto dessa mosca, é preciso que os motoristas entendam nosso trabalho e colaborem, é importante envolver toda a população nesse processo. Somos vários profissionais, técnicos agrícolas, engenheiros agrônomos e médicos veterinários, e o trabalho desse batalhão de servidores não terá êxito sem a ajuda da população”, completou.

Barreiras fitossanitárias – O município de Pacaraima tem uma ZP (Zona de Proteção), em parceria com o Ministério de Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). E as barreiras fitossanitárias, seis no total, estão espalhadas pelo estado, em locais estratégicos. Um posto fixo de vigilância agropecuária fica no Jundiá, município de Uiramutã, outro no município de Bonfim. Há também barreiras fitossanitárias no quilômetro 100, que funcionava anteriormente na Vila Três Corações, município de Amajari, um na região do Passarão, zona rural de Boa Vista e dois postos instalados no município de Alto Alegre, um na entrada do município e outro na saída. 

FBV

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