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06/08/2018 | 11:26 - Roraima / Cidades

RR . Panfletagem marca aniversário da Lei Maria da Penha

Lucas Almeida/SupCom ALE-RR

Segundo a psicóloga do CHAME, Adriana dos Prazeres, a lei ataca diretamente cinco tipos violências praticada no âmbito familiar. “A violência física é sem dúvida a mais divulgada, mas a mais perigosa e mais comum é a violência psicológica por ser velada. Acontece muito no ambiente familiar, mas as pessoas não se atentam para isso”, ressaltou.

 

A Lei Maria da Penha, criada com a finalidade de coibir a violência doméstica e familiar contra as mulheres, completa 12 anos nesta terça-feira (7). Em alusão à data, o Centro de Apoio Humanitário à Mulher (CHAME) realizará uma panfletagem, a partir das 8h, em frente à Assembleia Legislativa de Roraima (ALE-RR).

 

A ação pretende divulgar a Lei Maria da Penha, que há mais de uma década tem atuado para reduzir os casos que envolvem a violência de gênero.

 

Segundo a psicóloga do CHAME, Adriana dos Prazeres, a lei ataca diretamente cinco tipos violências praticada no âmbito familiar. “A violência física é sem dúvida a mais divulgada, mas a mais perigosa e mais comum é a violência psicológica por ser velada. Acontece muito no ambiente familiar, mas as pessoas não se atentam para isso”, ressaltou.

 

Junto com a violência psicológica tem a violência moral, praticada principalmente por xingamentos, o que reduz a autoestima da mulher. Existe ainda a violência sexual e a patrimonial, que afeta objetos, instrumentos de trabalho, documentos pessoais, bens, valores e direitos ou recursos econômicos da mulher.

 

“O objetivo dessa panfletagem é levar mais informação à população, tanto para os homens, quanto para as mulheres, crianças e adolescentes. Nem sempre a mulher tem consciência que sofre a violência. Muitas das vezes essas atitudes violentas são percebidas por um familiar ou amigo. Por isso é importante divulgar a lei, pois quem presenciar a violência automaticamente orientará a vítima a buscar ajuda”, justificou.

 

Um dos diferenciais da Lei Maria da Penha é que outras pessoas podem denunciar casos de violência que tenham conhecimento, independente da vítima querer ou não. Quando mais pessoas empoderadas sobre a lei, maior a probabilidade de prevenção e punição dos agressores e a libertação da mulher.

 

A meta é erradicar esse comportamento agressor, que muitas vezes leva ao feminicídio, tendo como consequência a desestruturação familiar, principalmente dos filhos quando são menores incapazes. “Temos que alertar a população que existem políticas públicas como o CHAME, que dá todo o apoio para essa mulher sair dessa violência”, lembrou a psicóloga.

 

O CHAME utiliza várias ferramentas para levar informações sobre a Lei Maria da Penha. Um desses instrumentos são as palestras ministradas em vários segmentos sociais como escola, feiras, igreja, lojas, principalmente naquelas em que o grande número de profissionais é do sexo masculino.

 

“As palestras são ministradas por uma equipe multidisciplinar. Quem tiver interesse pode procurar o centro e pedir a palestra. A ideia é informar e orientar as mulheres para que identifiquem a violência, saibam se conhecer melhor e tenha relações afetivas mais saudáveis”, 

ALERR

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