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04/09/2019 | 14:06 - Brasil / Política

ONU alerta: Espaço democrático no Brasil está encolhendo

Jamil Chade

Agora, é a vez da número 1 da ONU para Direitos Humanos para soar o alerta. “Nos últimos meses, temos visto um encolhimento do espaço cívico e democrático”, afirmou Bachelet. Isso, segundo ela, fica claro diante dos ataques contra defensores de direitos humanos, restrição nos trabalhos da sociedade civil e ataques contra instituições de educação.

 

O espaço democrático no Brasil está encolhendo, a violência policial aumenta e defensores de direitos humanos estão sob ameaça. O alerta é da Alta Comissária da ONU para Direitos Humanos, Michelle Bachelet. Em uma coletiva de imprensa, a ex-presidente do Chile respondeu a perguntas da reportagem do UOL sobre a situação no Brasil.

Ela ainda criticou a atitude do governo brasileiro de comemorar o golpe de estado de 1964.
As críticas ocorrem às vésperas da primeira viagem de Bolsonaro à Assembleia Geral da ONU, em Nova Iorque, e diante da campanha do Brasil por votos para obter mais um mandato no Conselho de Direitos Humanos da ONU.

Centro das atenções do mundo diante dos incêndios na Amazônia, o Brasil também será cobrado por conta das violações de direitos humanos na região. A partir da semana que vem, o Conselho de Direitos Humanos tratará da questão e o governo Bolsonaro será pressionado e denunciado. Ao longo dos últimos meses, entidades internacionais e ongs acusaram o governo de estar ignorando os apelos por proteção de líderes indígenas e ambientalistas.

Agora, é a vez da número 1 da ONU para Direitos Humanos para soar o alerta. “Nos últimos meses, temos visto um encolhimento do espaço cívico e democrático”, afirmou Bachelet. Isso, segundo ela, fica claro diante dos ataques contra defensores de direitos humanos, restrição nos trabalhos da sociedade civil e ataques contra instituições de educação.

Desde o início do ano, o governo de Jair Bolsonaro exonerou membros de conselhos e órgãos de direitos humanos no Brasil, retirou verbas de entidades que lidam com assuntos como direito das crianças e ainda demitiu a presidente do Conselho Nacional de Direitos Humanos, violando tratados internacionais.

Ela lembra que, desde 2012, o Brasil tem sido um dos cinco países do mundo com o maior número de mortes de defensores de direitos humanos. Mas aponta que, entre janeiro e junho, pelo menos oito assassinatos de ativistas ocorreram, principalmente em disputas de terra.

 

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