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30/04/2019 | 12:28 - Internacional / Esporte

Mundo. Propriedade intelectual pode impulsionar economia esportiva e desenvolvimento social, diz agência da ONU

Unicef - Brasil Rocha

No Instituto Reação, os judocas recebem um diagnóstico que indica, por exemplo, quais os tipos de golpe são mais utilizados e qual a direção que os atletas preferem na hora de atacar. “Conhecer essa análise de dados mais fidedigna vai contribuir bastante para o desenvolvimento do atleta”, disse Guilherme de Luna, coordenador de Esporte da ONG carioca.

 

A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) reuniu neste mês cerca de 50 empreendedores, pesquisadores e representantes da comunidade de inovação para debater o uso da propriedade intelectual no setor de esportes.

Em evento no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), agência da ONU defendeu que mecanismos de proteção da criatividade podem gerar lucro e também investimentos sociais.

A Organização Mundial de Propriedade Intelectual (OMPI) reuniu neste mês (18) cerca de 50 empreendedores, pesquisadores e representantes da comunidade de inovação para debater o uso da propriedade intelectual no setor de esportes. Em evento no Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), agência da ONU defendeu que mecanismos de proteção da criatividade podem gerar lucro e também investimentos sociais.

Felipe Augusto Melo de Oliveira, coordenador-geral de Inovação do Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (INPI), ressaltou que a prática de atividades esportivas movimenta em torno de 70 bilhões de reais por ano no Brasil.

O especialista afirmou que o esporte impulsiona “uma grande demanda por bens e produtos, alimenta e multiplica a produção e renda desse país, sendo um elemento de destaque na infraestrutura das cidades, na geração de empregos e de oportunidades empresariais”.

Parte da economia esportiva gira em torno da exploração da proteção intelectual, seja por meio de royalties associados ao uso de marcas, seja por meio da exclusividade na oferta de produtos e serviços. Tênis e trajes de competição de alto nível, por exemplo, podem ser protegidos por diferentes mecanismos, desde patentes, desenho industrial, marca registrada até direito autoral.

Para Isabella Pimentel, conselheira da OMPI no Brasil, os ganhos econômicos associados aos esportes podem e devem ser revertidos em desenvolvimento social para a população. A especialista enfatizou ainda que a propriedade intelectual é uma fonte de receita significativa para ONGs da área.

“O Instituto Ayrton Senna teve um rendimento em 2018 de 40 milhões de reais. Cinquenta porcento foi angariado com direitos autorais, de imagem e licença de uso do nome. Esses fundos estão sendo revertidos para os projetos de educação e de pesquisa (da organização)”, lembrou Isabella.

Outro meio de arrecadar recursos, acrescentou a analista da agência da ONU, são as parcerias com marcas de produtos esportivos, que emprestam seu nome e também financiamento a iniciativas da sociedade civil. O apoio, de acordo com Isabella, permite às ONGs mobilizar a imagem dessas empresas para buscar novos ativos com outros atores.

Em 2019, a OMPI comemora o Dia Mundial da Propriedade Intelectual, 26 de abril, com a campanha “Rumo ao Ouro”, que aborda as conexões entre o universo dos esportes e a propriedade intelectual.
Inteligência artificial melhora rendimento de judocas

Durante o evento, participantes conheceram a Eagle Sports Analytics, startup que combina a filmagem de treinos esportivos, inteligência artificial e estatística avançada para monitorar o desempenho de atletas. Incubada há quatro meses no Parque Tecnológico, a empresa firmou parceria com o Instituto Reação, ONG que oferece aulas de judô em comunidades da Zona Oeste do Rio de Janeiro.

Diego Rodrigues, um dos fundadores da Eagle, explicou que a proposta da startup é promover métodos de treino que incluam a coleta de dados sobre performance e a posterior divulgação dessas informações para os atletas. Com isso, acredita o empreendedor, é possível tanto refinar e personalizar o acompanhamento dos esportistas, quanto ampliar o número de atletas orientados por um técnico.

No Instituto Reação, os judocas recebem um diagnóstico que indica, por exemplo, quais os tipos de golpe são mais utilizados e qual a direção que os atletas preferem na hora de atacar.
“Conhecer essa análise de dados mais fidedigna vai contribuir bastante para o desenvolvimento do atleta”, disse Guilherme de Luna, coordenador de Esporte da ONG carioca.


 

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