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18/03/2019 | 20:53 - Internacional / Mundo

EUA: Bolsonaro promete “libertar o Brasil da ideologia nefasta da esquerda”

Divulgação

“Todos aqui são importantes, os que vieram aqui, porque têm um sentimento, um algo que une à minha pessoa, humildemente”, completou. Bolsonaro também aproveitou o encontro para tentar romper o conflito com o embaixador Sérgio Amaral, que foi o anfitrião do jantar, mas será trocado do posto após a visita de Bolsonaro: “Parece que estamos em direção opostas, mas não, estamos caminhando para um mesmo lugar”, disse o mandatário.

 

Do jantar com os ultraconservadores em Washington, saiu a promessa do presidente brasileiro de "acabar" com o "socialismo" e "comunismo" no Brasil

Sendo chamada de “Santa Ceia da Direita”, o jantar realizado na noite deste domingo (17), em Washington, foi o primeiro gesto da visita de Jair Bolsonaro para selar a aliança do mandatário brasileiro ao radical Donald Trump. Como um dos maiores entusiastas do radical, Bolsonaro teve ao seu lado, na mesa, figuras ultraconservadores, tanto brasileiros, como norte-americanos.

De lá, saiu a promessa do presidente brasileiro de “acabar” com o “comunismo”: “O que eu sempre sonhei foi libertar o Brasil da ideologia nefasta da esquerda”, disse, em meio a uma plateia de admiradores de Trump e Bolsonaro.

“O Brasil não é um terreno aberto aonde nós pretendemos construir coisas para o nosso povo. Nós temos que desconstruir muitas coisas, desfazer muita coisa, para depois começar a fazer. Que eu sirva para que o Brasil, pelo menos, possa fazer um ponto de inflexão, já estou muito feliz”, continuou, expondo a sua “missão” no comando do país.

No encontro, Bolsonaro explicitou a devoção que tem aos Estados Unidos e como introduzirá o Brasil aos interesses de Trump: “Estou me sentindo quase em casa. Sempre tive um profundo orgulho, sempre tive muita admiração para com o povo americano, para mim, em muitas coisas, sempre serviu como exemplo”, iniciou.

Contraditoriamente, o mandatário não mediu palavras para elogiar o escritor Olavo de Carvalho, a quem o descreveu como “um dos grandes inspiradores meus”, ainda que em meio a uma grave crise interna entre os chamados “olavistas” e os militares dentro do Ministério da Educação, que ocasionou no pedido pelo próprio Olavo para que seus alunos abandonem o governo Bolsonaro.

“É um inspirador de muitos jovens do Brasil, em grande parte devemos a ele a revolução que estamos vivendo”, acrescentou na sua fala, nomeando “revolução” em referência à guinada política à ultra-direita no Brasil. Diante do elogio, Olavo consentiu com o presidente, mostrando agradecimento.

Com o claro teor de atacar a esquerda brasileira, Bolsonaro alarmou que “o nosso Brasil caminhava para o socialismo, para o comunismo”. E acredita “à vontade de Deus” que quis que ele salvasse o Brasil. “Dois milagres aconteceram: um é a minha vida, outro é a eleição”.
Disse que, “nessa missão”, ele terá coragem e “boas pessoas”, ao fazer menção aos ministros e figuras brasileiras que o acompanharam na viagem internacional.

Além de Olavo, que foi convidado ao jantar, também estavam presentes uma grande comitiva que quis visitar Trump: Sérgio Moro, ministro da Justiça; Paulo Guedes, ministro da Economia; Tereza Cristina, da Agricultura; Bento Albuquerque, de Minas e Energia; Marcos Pontes, da Ciência e Tecnologia; general Augusto Heleno, da Segurança Institucional; o presidente da Comissão de Relações Exteriores do Senado, Nelsinho Trad (PSD-MS); e o filho do mandatário, Eduardo Bolsonaro, que é o mais novo presidente da Comissão de Relações Exteriores da Câmara.

“Todos aqui são importantes, os que vieram aqui, porque têm um sentimento, um algo que une à minha pessoa, humildemente”, completou.
Bolsonaro também aproveitou o encontro para tentar romper o conflito com o embaixador Sérgio Amaral, que foi o anfitrião do jantar, mas será trocado do posto após a visita de Bolsonaro: “Parece que estamos em direção opostas, mas não, estamos caminhando para um mesmo lugar”, disse o mandatário.

Entre os mais cotados para substituir Amaral, o diplomata Nestor Forster, apoiado pelo Itamaraty hoje de Ernesto Araújo, e também está sendo avaliado o consultor Murillo de Aragão, da Arko Advice.
 

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