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17/07/2018 | 08:36 - Internacional / Esporte

Copa 2018 . Jornalista russa é acusada de racismo por matéria sobre a França

Divulgação

O jornal Rossiskaya Gazeta escolheu um tom patriótico e destacou que a frase “Este foi o melhor campeonato mundial da história” teria sido ouvida muitas vezes, na última semana, dita por pessoas diferentes. O artigo lamenta o fim da Copa: “Que pena que tudo acaba e tenhamos que ir embora”. Segundo o diário, o Mundial foi tão bom que não há nenhuma palavra suficiente para expressar o que todos os participantes viveram neste último mês.

 

A Copa do Mundo na Rússia acabou e o sentimento hoje é de ressaca – de felicidade e de saudade – entre os jogadores, torcedores e jornalistas. A imprensa russa não esconde a nostalgia depois de quatro semanas de Mundial. Assim como no Brasil em 2014, os artigos de opinião variam entre o ufanismo e a sensação de tristeza pelo fim do megaevento. Mas o artigo que mais repercutiu na Rússia um dia após a final teve um outro tom: racista.

O jornal Komsomolskaya Pravda, o mais lido do país, publicou um artigo com o título “Como a África ganhou a Europa”, da jornalista Darya Aslamova. No texto, Aslamova afirma que não foi a França que ganhou a Copa, mas a África, já que muitos dos jogadores franceses são negros e não brancos. “Vamos parar de fingir que a vitória foi da seleção francesa. A Croácia era o último time branco neste campeonato. Nossos valores são o cristianismo, o patriotismo e as tradições europeias. Africanos e árabes não têm nada a ver com esses valores”, argumenta.

Ela diz ainda que, durante o jogo, recebeu ligações dos amigos franceses do partido de extrema-direita Frente Nacional e eles diziam que estavam torcendo para a Croácia, já que não havia brancos no time francês. E concluiu: “Meus amigos das antigas regiões brancas francesas, que agora estão ocupadas por imigrantes, encontram com mais facilidade uma mulher de burca com uma penca de filhos do que uma mulher branca.

O artigo viralizou na Rússia e recebeu críticas não apenas da minoria liberal da oposição russa, mas de diversos setores da sociedade.

“Copa do Mundo, já estamos com saudades”
A grande maioria dos veículos de comunicação russos, no entanto, preferiu publicar hoje textos que exaltam a organização da Copa do Mundo na Rússia, a boa experiência dos estrangeiros no país e a saudade que o campeonato vai deixar.

O jornal Rossiskaya Gazeta escolheu um tom patriótico e destacou que a frase “Este foi o melhor campeonato mundial da história” teria sido ouvida muitas vezes, na última semana, dita por pessoas diferentes. O artigo lamenta o fim da Copa: “Que pena que tudo acaba e tenhamos que ir embora”. Segundo o diário, o Mundial foi tão bom que não há nenhuma palavra suficiente para expressar o que todos os participantes viveram neste último mês.

O articulista Evgeniy Markov, do site Sports.ru, escreveu um texto que diz: “Eu não quero a Copa do Mundo no Catar, eu quero na Rússia”. O artigo pede “Por favor, não vá embora (Copa)”. Ele elogia a Copa do Mundo e diz “que nem eu nem você imaginou” que o evento seria tão bom.

A final da Copa foi descrita por ele como “o feriado mais bonito e mais triste da história da Rússia moderna”. E até o mau tempo durante o jogo virou poesia no artigo do jornalista: “O trovão sacudiu duas vezes o estádio. Essa é a magia do campeonato”.

O apito final fez Markov se “lembrar do trem com os argentinos, do restaurante com os colombianos e da melhor Copa jogada pela Rússia”. Ele segue com o lirismo: “Geralmente, tudo o que é bonito acontece sob uma chuva torrencial”

E conclui: “A rotina voltou. Tudo o que preparamos por ano, tudo o que vivemos de maneira tão emotiva. Isso é tudo. Copa do Mundo, já estamos com saudades”. 

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