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25/09/2017 | 18:33 - Brasil / Ciência

Ciência .Levantamento inédito do Inpe revela aumento da incidência de raios no Brasil

Elat-Inpe

Segundo os dados, 2012 registrou o número máximo de raios em todo o período analisado: 94,3 milhões. A justificativa está no aumento da incidência de raios na região Norte por causa do fenômeno La Niña. Após 2012, é observado uma redução ao longo do período. Foram 92 milhões de raios em 2013; 62,9 milhões em 2014; e 68,6 milhões em 2015, quando o El Niño aumentou a incidência de raios na região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Nos últimos seis anos, o Brasil teve, em média, 77,8 milhões de raios por ano. O número é bem superior aos 55 milhões calculados em 2002. Os dados são do Grupo de Eletricidade Atmosférica do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Elat/Inpe), que desenvolveu uma nova metodologia para o levantamento.

Em 2002, o número de raios foi calculado com base nos dados de satélites, que apresentavam restrições devido à amostragem temporal, uma vez que os equipamentos não eram geoestacionários; à eficiência de detecção, que depende do tipo de tempestade; e à discriminação entre as descargas que atingem o solo (raios) e aquelas que ficam dentro das nuvens.

O novo levantamento, por sua vez, foi obtido por meio da rede BrasilDATDataset, que integra diferentes tecnologias de detecção de raios em superfície e permite identifica-los com maior precisão.

Segundo os dados, 2012 registrou o número máximo de raios em todo o período analisado: 94,3 milhões. A justificativa está no aumento da incidência de raios na região Norte por causa do fenômeno La Niña. Após 2012, é observado uma redução ao longo do período. Foram 92 milhões de raios em 2013; 62,9 milhões em 2014; e 68,6 milhões em 2015, quando o El Niño aumentou a incidência de raios na região Sul e em parte das regiões Sudeste e Centro-Oeste.

Os dados indicam que os fenômenos El Niño e La Niña modulam a ocorrência de raios no Brasil numa intensidade muito acima do esperado.

“O novo ranking traz números mais precisos sobre a ocorrência de raios no país e suas variações anuais, o que permite identificar quais fenômenos são responsáveis por estas variações. Além disso, é possível, em longo prazo, acompanhar os efeitos das mudanças climáticas sobre a incidência de raios em nosso país”, explica o coordenador do Elat, Osmar Pinto Junior.

O levantamento anterior também mostra que o número de raios na região Norte foi subestimado. No Amazonas, por exemplo, houve uma média de aproximadamente 15,8 milhões de raios por ano, enquanto os dados de 2002 apontavam para a incidência de 11 milhões de raios por ano, em média.

Nova tecnologia

A nova rede BrasilDATDataset, além de detectar cerca de 99% das tempestades que ocorrem no país, tem uma base de dados de raios que permite esclarecer a causa da maior parte dos eventos associados aos raios. A rede também permite aperfeiçoar as ferramentas de alerta para a proteção de vidas, considerando que, no Brasil, em média, 300 pessoas são atingidas por raios a cada ano, das quais 100 morrem. O número, embora tenha reduzido nos últimos anos, ainda é muito alto comparado a países desenvolvidos.

Estados

O levantamento do Elat revela que o estado com maior densidade de raios é Tocantins, com 17,1 raios por quilômetro quadrado. Em seguida vem Amazonas (15,8), Acre (15,8), Maranhão (13,3), Pará (12,4), Rondônia (11,4), Mato Grosso (11,1), Roraima (7,9), Piauí (7,7) e São Paulo (5,2).

A cidade de Santa Maria das Barreiras (PA) apresenta um índice de 44,32 raios por quilômetro quadrado por ano e carrega o título de município com maior densidade de raios do país.

Fonte: MCTIC

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