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25/09/2017 | 18:59 - Brasil / Meio Ambiente

Brasil. Amazônia tem 14 mil espécies de plantas com sementes, diz estudo inédito

Divulgação

O trabalho foi liderado pelos pesquisadores Domingos Silva Cardoso, da Universidade Federal da Bahia, e Tiina Särkinen, do Jardim Botânico Real de Edimburgo, na Escócia. Dos 44 cientistas envolvidos, 26 são brasileiros. Segundo os autores, um dos diferenciais do estudo foi o uso de informações taxonômicas atualizadas, verificadas por centenas de especialistas do mundo todo durante a produção de catálogos de espécies de plantas nacionais, como o Flora do Brasil 2020.

Um levantamento realizado em coleções de herbários e museus por uma equipe de 44 cientistas do Brasil, Europa e Estados Unidos revela que somente as plantas com sementes (angiospermas e gimnospermas) chegam a 14 mil espécies na Amazônia. Desse total, 6,7 mil são árvores – um número bem menor do que foi divulgado até agora. O resultado desse estudo foi publicado na revista Proceedings of the National Academy of Sciences (PNSA), periódico oficial da Academia Nacional de Ciências dos EUA.

“Pela primeira vez é publicada uma lista florística, verificada por um grande grupo de taxonomistas, que abrange a floresta amazônica em toda a sua extensão, incluindo as áreas de outros países, além do Brasil. Essa lista, com rigor taxonômico, traz uma noção realista da riqueza florística conhecida da Amazônia e pode ser útil para subsidiar estimativas de forma mais precisa”, afirma o pesquisador Pedro Lage Viana, que participou do estudo.

Curador do Herbário do Museu Paraense Emilio Goeldi, Viana lembra que estudos sobre a origem, evolução e ecologia da Amazônia têm sido limitados pela falta de informações básicas confiáveis, como a composição de espécies da flora amazônica. Esse conhecimento sobre a biodiversidade é fundamental para uma série de medidas, como a conservação das áreas prioritárias, além de ser um avanço nos estudos evolutivos e ecológicos que buscam compreender a própria formação da região amazônica.

“Neste trabalho, não foram avaliadas questões quantitativas sobre abundância das espécies, mas foi feita uma avaliação qualitativa rigorosa da composição da flora da floresta amazônica. A base documental dessa lista são espécimes botânicos depositados em herbários com identificação certificada por especialistas. A coleção botânica do Museu Goeldi é um dos mais importantes repositórios dessas informações sobre a flora da região e foi fundamental para a realização desse estudo”, explica Viana.

O trabalho foi liderado pelos pesquisadores Domingos Silva Cardoso, da Universidade Federal da Bahia, e Tiina Särkinen, do Jardim Botânico Real de Edimburgo, na Escócia. Dos 44 cientistas envolvidos, 26 são brasileiros. Segundo os autores, um dos diferenciais do estudo foi o uso de informações taxonômicas atualizadas, verificadas por centenas de especialistas do mundo todo durante a produção de catálogos de espécies de plantas nacionais, como o Flora do Brasil 2020.

“Essa plataforma digital representa o acúmulo de centenas de anos de trabalhos de campo na região, o esforço de centenas de taxonomistas. Catálogos como esse, taxonomicamente validados, fornecem bases sólidas para o entendimento sobre a evolução e a ecologia dessa floresta monumental frente às mudanças climáticas e outras mudanças ambientais", dizem os pesquisadores.

Os autores ressaltam que a publicação da lista não significa que a flora amazônica já esteja completamente conhecida. Muitas novas espécies de plantas são descobertas todos os anos, tanto em campo como em herbários e museus, e grande parte da região continua pouco conhecida ou mesmo inexplorada.

“As diferenças entre as estimativas anteriores e os números apresentados neste novo estudo não diminuem de forma alguma a Amazônia como é reconhecida pela sua magnífica diversidade de plantas. Elas apenas ressaltam a enorme lacuna no conhecimento taxonômico que ainda precisamos preencher. Sem essa base científica, podemos estar colocando em risco nossa biodiversidade, patrimônio único e insubstituível, simplesmente por falta de um conhecimento realmente qualificado”, alerta Cardoso.

Fonte: mctic.gov

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