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05/05/2019 | 04:35 - Amazonas / Cidades

Artigo. Por José de Arimatea. Crise na Venezuela. O jogo do Poder pelo Poder.

Divulgação

No que diz respeito aos passivos dos chineses e russos, Guaidó já os tranquilizou: "Nosso governo vai agir com respeito às leis e às obrigações internacionais (da Venezuela)". Disse Guaidó em entrevista ao jornal chinês South China Morning Post, no início de fevereiro: "Todos os acordos que foram assinados com a China de acordo com a lei, serão respeitados". Isso vale também para Rússia e outros.

  

Nos últimos meses, o mundo vem assistindo a um forte embate entre os opositores de Nicolás Maduro e seu regime socialista. Desde que Juan Guaidó se proclamou presidente da Venezuela, grandes manifestações têm ocorrido no país. Líderes de várias regiões do mundo têm manifestado apoio ao líder da oposição, dentre eles os Estados Unidos e o Brasil.

Esses e outros países tentam enviar ajuda humanitária para os necessitados da nação bolivariana, mas o presidente Nicolás Maduro prefere ver o povo morrendo de fome e de doenças por falta de comida e remédio a ter que aceitar ajuda dos países vizinhos ou dos EUA, cujos apoios ele julga ser uma estratégia para um golpe.

A que ponto se chegou ?! A obsessão pelo poder é tão grande que deixar o povo morrer à míngua é preferível a ter que aceitar o auxílio externo. Acrescente-se a isso, o lamentável posicionamento do presidente do Tribunal Supremo de Justiça da Venezuela em ser contrário a qualquer espécie de socorro, quando afirma não existir uma situação de emergência no país. Ambos dizem, ainda, que a iniciativa dos deputados opositores de admitir ajuda internacional vai de encontro ao disposto na Constituição.

O fato é que, se um dos lados não recuar, a situação na região poderá piorar cada vez mais, como aconteceu nesta semana, na qual muitos conflitos e agressões de ambas as partes foram deflagradas, com o povo venezuelano sofrendo duros castigos em consequência de um regime socialista e totalitário, que oprime o povo menos favorecido e militariza os de classe mais elevada, porém, os de melhor poder aquisitivo fazem oposição ao regime e tentam derrubar Maduro para depois implantarem uma democracia autêntica e genuína, e, neste caso, têm o apoio do Governo brasileiro.

Nestes últimos dias, os ânimos entre Estados Unidos e Rússia se acirraram consideravelmente, pois, de um lado, os americanos querem a saída do ditador venezuelano, e de outro, a Rússia apoia a manutenção dele no poder, porém há outros motivos em jogo. China e Rússia, por exemplo, têm negócios bilionários com Caracas, por isso acompanham, de perto, o que acontece na Venezuela.

O país asiático é o maior credor, pois, enquanto o resto dos agentes econômicos duvidava cada vez mais da capacidade do país sul-americano de saldar suas dívidas, Pequim emprestou mais de US$ 50 bilhões para a Venezuela (alguns analistas estimam que o valor seja ainda maior, na ordem de US$ 67 bilhões). Acredita-se que parte desse empréstimo, já tenha sido pago, faltando ainda 16 bilhões.

Rússia e Espanha também têm interesse nessa relação de negócios com a Venezuela, por este ser um país que detém uma das maiores reservas de petróleo do mundo, portanto, faz sentido investir e se posicionar em um dos lados, e, no caso, do lado do ditador Nicolás Maduro, pois, desse modo, garantem uma fonte de petróleo, cujos derivados são necessários para o crescimento dos respectivos países, a exemplo da China.

No que diz respeito aos passivos dos chineses e russos, Guaidó já os tranquilizou: "Nosso governo vai agir com respeito às leis e às obrigações internacionais (da Venezuela)". Disse Guaidó em entrevista ao jornal chinês South China Morning Post, no início de fevereiro: "Todos os acordos que foram assinados com a China de acordo com a lei, serão respeitados". Isso vale também para Rússia e outros.

Contudo, o cenário é preocupante, pois os rumores que se desenrolam em nosso continente, figuram de forma tensa para uma iminente guerra. A vaidade dos líderes é extremamente exagerada, nem um dos lados pretende ceder, visto que a questão mesmo é o jogo do poder pelo poder e, em último plano, a assistência às famílias que se encontram desnutridas, sem assistência médica adequada, com escassez de remédios, comida e moradia, e, em função dos últimos acontecimentos, o fluxo migratório de venezuelanos se intensificou nos países sul-americanos, com maior número para o Brasil e Colômbia. Que a paz possa reinar em nosso continente!

 

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