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08/06/2019 | 23:01 - Amazonas / Cidades

Artigo. Homem, onde estás? Por José de Arimateia.

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Isso se dá porque nunca se viu na história humana uma civilização tão perdida existencialmente. O filósofo alemão F. Nietzsche previa que o fim do homem construído sobre valores morais, filosóficos e religiosos daria lugar ao “super-homem”, porém o que estamos vendo em nosso tempo é o surgimento do “sub-homem”, pois, valores virtuosos da humanidade como solidariedade, justiça social, direitos humanos, tolerância, estão sendo negados em nome de um egoísmo excessivo, beirando o narcisismo tresloucado.

O filósofo francês, Michel Foucault, afirmou que “em nossos dias, mais do que a ausência ou a ‘morte de Deus’, é proclamado o fim do homem”. Tal afirmação do pensador parece apontar para os dias atuais, pois se encaixa na realidade da pós-modernidade. Mas nem por isso, Deus deixará de ser a-histórico, imutável, onipotente, onisciente, onipresente, sem contagem de tempo, soberano, eterno.

O ser humano hoje está desaparecendo diante do individualismo exacerbado que lhe roubou a essência. Os grandes pensadores da atualidade estão constatando que os princípios que forjaram o homem estão sendo transmudados de tal forma que já é possível dizer que a humanidade está sendo extinta.

Isso se dá porque nunca se viu na história humana uma civilização tão perdida existencialmente. O filósofo alemão F. Nietzsche previa que o fim do homem construído sobre valores morais, filosóficos e religiosos daria lugar ao “super-homem”, porém o que estamos vendo em nosso tempo é o surgimento do “sub-homem”, pois, valores virtuosos da humanidade como solidariedade, justiça social, direitos humanos, tolerância, estão sendo negados em nome de um egoísmo excessivo, beirando o narcisismo tresloucado.

Nessa linha de pensamento, o matemático e filósofo inglês Bertrand Russel admitiu certa vez que “o centro de mim é sempre e eternamente uma dor terrível, uma curiosa dor indômita, uma busca por algo que está além do que o mundo contém”. Por conseguinte, uma das grandes questões, senão a principal de nosso tempo, seja a busca do homem por ele mesmo em sua essência.

No relato da Criação descrita em Gênesis, Deus faz uma lacônica pergunta a Adão: “Onde estás?”. A indagação é profunda se levarmos em conta que Deus sabia onde o homem estava geograficamente falando (escondido entre árvores do jardim do Éden), contudo tinha a intenção de instigar o homem a tomar consciência de ter perdido sua essência e comunhão com Deus ao comer do fruto proibido.

Poucas pessoas respondem corretamente perguntas como: de onde eu vim? O que eu vim fazer na terra? Por que eu estou aqui? O que Deus requer de mim? O que preciso fazer para ser feliz eternamente? Quem pode me ajudar a encontrar o caminho de Deus e andar nele? Para onde eu estou indo?

As pessoas têm sofrido uma espécie de amnésia espiritual e moral intensa e não sabem qual o propósito de suas vidas, por que foram criadas, ou quais são suas missões na terra. Não conhecem profundamente suas identidades nem os objetivos de suas existências. Daí o porquê de a pergunta divina ressoar, desde os tempos do Éden até agora, por toda a humanidade: “Onde estás?” Este é o ponto, a Bíblia Sagrada com esse questionamento nos apresenta um Deus que ensina o padrão perfeito a ser copiado e seguido.

Jesus é o modelo divino do que é ser humano. Essa humanidade é um paradigma para todos os que querem viver bem coletivamente. Eis aí o convite bíblico para apreender dele e aprender com Ele (Mt 11.28). O desafio constante e atual de nosso tempo é por alcançar a verdade e a autenticidade de ser pessoa humana, seguindo um exemplo cristão. Confessamo-nos cristãos, porque aceitamos a Cristo como caminho, verdade e vida, pois Ele veio a este mundo para nos mostrar que é possível viver como homem e agradar a Deus, acatando Suas diretrizes.

Dele podemos aprender como chegar à plenitude ou à realização, à felicidade e à aceitação de tê-lo como mestre do espírito e da vida, porque a sua é a melhor e a mais humana das vidas. Mostrou-nos um estilo de vida perfeito, entendendo a existência como um elo de comunhão com Deus e amor ao próximo. Mostrou-nos, com sua vida, que só o amor pode fazer do homem um ser interessante em si mesmo e importante e necessário para os outros.

Isso só é possível em Deus e a mensagem bíblica é um fascinante convite dirigido a todo ser humano para que se entregue a Deus no seguimento de Jesus Cristo. Só assim poderemos aprender a ser humanos na plenitude da palavra.

Colaboração do Pr. Evandro da Silva Soares - Teólogo, professor de história eclesiástica e pastor e titular da Primeira Igreja Presbiteriana Independente de Manaus.  

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