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29/06/2019 | 19:55 - Amazonas / Cidades

Artigo, por José de Arimatea Viana., Relação entre o Homem e Deus

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Logo, não é o pecado em si que condena, mas a incredulidade, a rebeldia e apostasia. O ato sacrifical de Cristo além de neutralizar os efeitos do pecado para quem crê nele, promove também a reconciliação da criatura com o Criador, devolvendo-nos a condição original da imagem e semelhança de Deus, que, por sua vez, consiste na própria essência do Criador em nossas vidas, é uma espécie de conectividade do terreno com o celeste, da criatura com o Criador, só assim somos agraciados com os favores absolutos de Deus.

 


O livro de Génesis retrata com exatidão a criação do universo, bem como a criação do homem e da mulher. O propósito do Criador para com suas criaturas, no caso Adão e Eva, tinha o objetivo claro de manter um relacionamento profundo com os mesmos, pois no final do dia o Senhor passeava no Jardim do Éden para conversar com eles, Deus os fez Sua imagem e semelhança, a obra prima de Sua criação.

A imagem e semelhança de Deus na vida do casal não significava relação com o aspecto físico, mas sim com a essência de Deus intrinsecamente no homem, conduzindo o seu caráter de forma correta e ortodoxa, porém, ao desobedecerem a ordem expressa do Criador para não comer do fruto proibido, não só perderam a essência de Deus, como também a comunhão relacional com Ele.

Devido a desobediência de Adão e Eva, toda a raça humana se tornou pecaminosa à vista de Deus. O pecado não foi apenas uma prática individual, mas a decisão de uma raça, pois Adão era o cabeça da família, representante legal de toda a humanidade. Assim se consolidou a universalização do pecado, caso não fossem os representantes, o pecado seria apenas uma decisão isolada do casal e não teria prejudicado os descendentes. Ao contrário, como líderes da humanidade, deixaram um legado a todos os seus descendentes diante de Deus. A prática de Eva no Éden foi isolada, mas o efeito, coletivo e universal.

Quando o diabo dominou Adão, conquistou toda a família humana, então, seria necessário um plano suficiente para resgatar todos os homens e mulheres do império da morte e devolver a raça humana às características originais, isso só foi possível com o sacrifício de Cristo.
O homem, pelo pecado original, contraiu uma dívida com a justiça divina que não poderia pagar, contudo, mesmo sendo infinita a ofensa em relação ao divino, essa dívida, em todo caso, haveria de ser paga, a fim de que o homem, mediante resgate adequado, pudesse ser tirado da desordem em que se achava, como consequência penal do pecado original.

Unicamente o homem deveria pagar, mas somente Deus poderia acatar a forma de pagamento. Daí a encarnação, ou seja, a assunção da natureza humana do Verbo de Deus em Cristo, o Unigênito do Pai. Sendo, pois, as operações de Cristo com duas
naturezas, mas de uma só Pessoa, o Verbo, compreende-se como se tais operações tivessem, simultaneamente, valor humano e divino, o que induz a obrigatoriedade de Ele ter duas naturezas (Jo 5.27). Para operar a redenção, teria sido suficiente o mínimo ato expiatório de Jesus Cristo, pois todo ato Seu tem, obviamente, um valor supremo, devido à dignidade infinita do Operante.

O Verbo de Deus encarnando-Se. Deus redime a raça humana dando-nos Jesus, o cordeiro imaculado que sofreu por nós, morrendo em uma cruz. Foi em Cristo que Deus prometeu remir a família caída. Ele nos comprou com o seu precioso sangue e colocou nossos pecados sobre a cruz. Em Cristo, Ele nos deu perfeita justiça (Rm 5.12-21).

Logo, não é o pecado em si que condena, mas a incredulidade, a rebeldia e apostasia. O ato sacrifical de Cristo além de neutralizar os efeitos do pecado para quem crê nele, promove também a reconciliação da criatura com o Criador, devolvendo-nos a condição original da imagem e semelhança de Deus, que, por sua vez, consiste na própria essência do Criador em nossas vidas, é uma espécie de conectividade do terreno com o celeste, da criatura com o Criador, só assim somos agraciados com os favores absolutos de Deus.

A comunhão com Deus é essencial em nossa vida. Deus nos criou para termos comunhão com Ele, quando cremos em Jesus como nosso salvador e dedicamos nossa vida a ele, nossa comunhão com Deus é restaurada. Recebemos o perdão de nossos pecados e Deus passa a morar dentro de nós; através do Espírito Santo, temos uma ligação especial com Deus.

Nesse novo relacionamento, Deus está sempre presente e nos ensina a viver corretamente, para andarmos nos Seus caminhos. O Espírito Santo nos guia, corrige e consola, faz tudo com o amor e o cuidado de Deus. Nós também podemos nos aproximar de Deus, falar com Ele e buscar mais dele, porque temos comunhão com o próprio Deus.

José de Arimatea Moreira Viana  é Pastor, Teólogo e Mestre em Teologia

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