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09/10/2017 | 18:27 - Amazonas / Câmara Municipal de Manaus

AM. Vereador de Manaus alerta para o alto número de gravidez na infância no Amazonas

Tiago Correa - CMM

"Há, nesses países, estrutura estatal para acompanhar esse fenômeno e propor ações para que a incidência seja reduzida. Existem, também por trás desses números, o que chamamos de cifras negras, aqueles números não contabilizados pelos órgãos estatais, como por exemplo a quantidade de abortos realizados por gestantes dessa faixa etária e a quantidade de mães que vem a óbito por realizarem o procedimento por conta própria ou em clínicas de fundo de quintal", alertou o parlamentar.

Na manhã desta segunda-feira (9), durante o Pequeno Expediente na Câmara Municipal de Manaus (CMM), o vereador William Abreu (PMN) alertou para o crescente número de casos de gravidez precoce, conforme relatado na matéria jornalística "Infância perdida", publicada no jornal Amazonas Em Tempo de ontem (8). Para o parlamentar, o assunto é relevante e precisa ser debatido amplamente pelo poder público.

 

"Ao longo da minha caminhada, trabalhamos com movimento social, grêmio estudantil e lembro que diversas vezes fizemos alguns trabalhos com relação a juventude e a este tipo de assunto. Acho que de tão recorrente, é tratado com normalidade, tema que nem de longe deveria ser tratado com tamanha banalidade. Vemos que se há política pública para prevenção, ela não está sendo eficaz ", disse Abreu.

 

Conforme dados apresentados pela Secretaria de Estado de Saúde (Susam), cerca de 40 mil garotas, entre 12 e 19 anos, se tornaram mães no Amazonas. Segundo o vereador do PMN, alguns países já tratam deste assunto como problema de saúde pública, uma vez que o organismo da criança e da adolescente está em desenvolvimento e os riscos às mães e aos bebês são potencializados.

 

"Há, nesses países, estrutura estatal para acompanhar esse fenômeno e propor ações para que a incidência seja reduzida. Existem, também por trás desses números, o que chamamos de cifras negras, aqueles números não contabilizados pelos órgãos estatais, como por exemplo a quantidade de abortos realizados por gestantes dessa faixa etária e a quantidade de mães que vem a óbito por realizarem o procedimento por conta própria ou em clínicas de fundo de quintal", alertou o parlamentar.

 

De acordo com Abreu, a gravidez precoce é uma das causas para o alto índice de evasão escolar, o que, consequentemente, contribui para o aumento de problemas sociais, como no caso de famílias que são constituídas sem estrutura emocional e financeira, levando, a longo prazo, muitas dessas pessoas à marginalidade e a criminalidade.

 

"O Estado, como sempre, ao invés de procurar formas profilática de reduzir os índices que levam a deterioração das relações sociais por meio da educação, busca a solução fácil e midiática investindo bilhões em segurança pública. Contudo, mesmo com gastos astronômicos só vemos a violência e insegurança se multiplicarem por nossa cidade e Estado", concluiu o vereador.

Fonte: Assessoria de Imprensa

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