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20/03/2019 | 15:01 - Amazonas / Esporte

AM. Promessas da Luta Olímpica do Amazonas passam por aperfeiçoamento

Mauro Neto - Sejel

“O desempenho desses atletas é realmente extraordinário. E sabemos que assim como eles, muitos jovens do nosso interior não têm oportunidade. Parabéns aos prefeitos que apoiam o esporte”, destaca o titular da Sejel, Caio André Oliveira. “Nosso papel enquanto secretaria de Estado é criar oportunidades, por meio do esporte, para esses amazonenses”, completou.

 

 

O Governo do Estado, por meio da Secretaria de Estado de Juventude, Esportes e Lazer (Sejel), dá apoio aos atletas amazonenses de Luta Olímpica Francisco de Melo Curina, 18, e Gabriel Bindá Brasil, 17. Nascidos em Atalaia do Norte e Benjamin Constant, respectivamente, eles estão passando por um período de aperfeiçoamento em Manaus.

Com resultados expressivos, os atletas estão aptos a representar o Amazonas em competições nacionais. Eles são considerados revelações na modalidade, que colocou o estado entre os três melhores do país. Francisco compete na categoria 79 kg e Gabriel na categoria acima de 90 kg.

“O desempenho desses atletas é realmente extraordinário. E sabemos que assim como eles, muitos jovens do nosso interior não têm oportunidade. Parabéns aos prefeitos que apoiam o esporte”, destaca o titular da Sejel, Caio André Oliveira. “Nosso papel enquanto secretaria de Estado é criar oportunidades, por meio do esporte, para esses amazonenses”, completou.

Atualmente os atletas moram em Manaus, na Vila Olímpica de Manaus. Vieram de uma região do Amazonas (fronteira com Peru e Colômbia) onde muitos jovens têm enveredado pelos caminhos errados. Nesse cenário, a Luta Olímpica se apresenta como uma alternativa segura de prática esportiva, que exige a frequência escolar como requisito para participação das atividades.

Além da exigência física, a modalidade é das mais democráticas possíveis, por aceitar participantes das mais diversas idades e pesos. “Nossa missão é fazer com que os jovens tenham uma atividade cotidiana e por meio dela possamos praticar os ensinamentos sociais, como trabalho em equipe, pontualidade, disciplina, paciência, estratégias e inteligência emocional”, explica o ex-campeão brasileiro e atual presidente da Federação Amazonense de Luta Olímpica, Waldeci Silva.

Conquistas - Francisco de Melo Curina, índio da etnia Kulina, tem 17 irmãos e começou a treinar pela influência de um primo, em dezembro de 2017. Em poucos meses ganhou a competição interna da academia, comandada pelo cubano Luiz Calistro. Antes dos 18 anos veio para Manaus e conquistou o direito de participar de uma competição no Rio de Janeiro.

Apenas cinco meses e meio depois de ter sido iniciado na luta, conquistou o terceiro lugar numa competição nacional, tendo perdido uma única luta, para o então campeão brasileiro e sul-americano. “Não fui campeão por falta de experiência. Mas vou buscar esse ouro porque agora estou bem mais preparado do que ano passado”, disse Francisco.

Gabriel Bindá Brasil, nascido e criado em Benjamin Constant, tem menos tempo de luta que Francisco. Ele começou a treinar há apenas 10 meses. Apesar do pouco tempo e de lutar na categoria dos pesados, já figura entre os melhores do Amazonas e está pronto para voos mais altos. “Quero poder viajar para buscar resultados fora do nosso estado, para o Amazonas e para a minha cidade Benjamin Constant. Vou voltar para concluir meus estudos e depois venho para a capital para estudar e treinar mais ainda a Luta Olímpica, para um dia ajudar os jovens de Benjamin”, disse Gabriel.

Nova geração - Para especialistas, pode estar surgindo no Alto Solimões uma geração de ouro, a exemplo do que ocorreu em Manaus em meados da década de 2000, quando nomes como Waldeci Silva levaram o Amazonas a brigar pelos primeiros lugares do Brasil, por equipes, na Luta Olímpica.

 

“Precisamos aproveitar essa proximidade das lutas com os amazonenses. Temos o talento nato. Temos os técnicos capacitados. Temos o nome do Amazonas, que é respeitado no Brasil inteiro. Então, temos que aproveitar”, afirma Waldeci Silva. “Até agora nossas maiores dificuldades são as passagens aéreas, mas graças a Deus, o secretário da Sejel tem demonstrado um grande carinho e reconhecimento ao nosso trabalho e nos dado uma grande ajuda. Isso é bom pra todas as localidades que adotam a luta”, finalizou.

 

 

 

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