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01/10/2017 | 18:36 - Amazonas / Tecnologia

AM. Organizações apresentam projetos de melhoria e gestão no PQA 2017

Divulgação

O Prêmio Qualidade Amazonas é promovido pela FIEAM, por meio do seu Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI), com patrocínio do Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Caixa Econômica Federal e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).


 

Projetos de melhorias, inovação e desenvolvimento sustentável têm proporcionado, ao longo dos últimos 18 anos, principalmente às empresas do Polo Industrial de Manaus (PIM), um retorno que vai além do financeiro. A gigante Panasonic do Brasil Ltda, uma das 31 finalistas do Prêmio Qualidade Amazonas (PQA) deu carta branca para uma equipe de colaboradores encontrar uma solução para o elevado custo de produção no setor de TV. O resultado foi apresentado pela empresa na 18ª Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade, promovida pela Federação das Indústrias do Estado do Amazonas (FIEAM), que seguiu até  sexta-feira (29) no auditório da Suframa.

A solução na Panasonic passou por mudanças nas linhas de montagem, capacitação da equipe de manutenção e redução no consumo de energia, o que permitiu uma diminuição de 10,57% nos custos de fabricação dos aparelhos de TV e um ganho financeiro anual de R$ 312 mil. De acordo com a engenheira de produção, Giovanna Soares, o ponto forte do projeto foi cumprir a meta de reduzir os custos de fabricação, tendo como premissa principal, minimizar ao máximo o efeito do projeto sobre demissões de colaboradores.

Resultado igualmente satisfatório foi obtido na Moto Honda da Amazônia e na Showa do Brasil Ltda, empresas que partiram de problema semelhantes entre si para diminuir o desperdício de material, nos dois casos, o alumínio, e, com isso, economizar no custo final dos produtos.

Na terça-feira (26), a Showa apresentou na Mostra do PQA, o processo para reduzir em até 70% a quantidade de alumínio na borra desse metal descartada no processo fabril. De acordo com o projeto, em 2014, foram descartados 192.488 kg de alumínio em meio à borra, o que representava 43,94% do total, e um desperdício equivalente a R$ 1,6 milhão. O problema era causado por ineficiência das máquinas geradoras de nitrogênio, somado ao uso de ferramenta inadequada para retirar a borra.

Corrigido o problema, a equipe verificou que as perdas de alumínio com a borra caiu para 8,94%, o que representava uma economia de R$ 121.378,84. O resultado representou uma redução de 80% no material e de 92,5% na parte financeira, bem acima da meta inicialmente estipulada. Na prática, em 2016, a empresa descartou R$ 121 mil, contra os R$ 1,6 milhão jogados fora com a borra em 2014.

Nesta quinta-feira, a Moto Honda da Amazônia mostrou em seu relatório que chegou a resultado parecido ao buscar reduzir o desperdício de alumínio e aumentar o rendimento da liga da roda A356. A meta da equipe era reduzir 30% o desperdício.

De acordo com o projeto, como não havia método ou conhecimento sobre como separar alumínio da borra, a equipe fez várias experiências até descobrir que era preciso refundir o alumínio inserido na borra para obter um alumínio líquido e, assim, facilitar a separação.

Também na fábrica da Honda, a meta estabelecida foi superada: a equipe chegou a reduzir em 45% o desperdício, e obteve um ganho financeiro anual de R$ 302.250,00.         

 

Plano estratégico   

                       

Troféu Prata em 2016, na categoria Administração Direta, o Parque Regional de Manutenção, da 12ª Região Militar, do Exército Brasileiro, volta neste ano a compartilhar suas práticas de Gestão no Prêmio Qualidade Amazonas, mais uma vez em busca do Ouro.

De acordo com o comandante do Parque, o coronel Márcio Schiavon, a partir do objetivo estratégico de integrar-se ao novo sistema logístico militar terrestre, realizando a logística de manutenção na Amazônia Ocidental, o Parque hoje desenvolve cinco projetos estratégicos, dentre eles, a reestruturação do centro de formação de condutores, a participação no projeto piloto de software de gerenciamento de manutenção e a extinção da seção de recarga dos extintores, que se tornou estudo de caso no Comando Militar da Amazônia (CMA).

Para o comandante, a logística na Amazônia é diferente de tudo que se conhece de logística fora daqui, e só quem trabalha na região sabe do que se trata. Por isso, diz ele, é preciso sair da caixa, “pensar fora da caixa” para fazer as coisas funcionarem. O Parque, no caso, tem que funcionar como se fosse quatro fábricas dentro do quartel. E às vezes, diz o coronel Schiavon, é preciso buscar recursos fora do orçamento para que isso aconteça, como o recente trabalho de recuperação dos telhados de todo o parque que ele conseguiu realizar graças a esse expediente.

Ainda nesta quinta-feira, penúltimo dia da 18ª Mostra do PQA,  apresentou-se a 29ª Circunscrição de Serviço Militar, na modalidade Gestão, e as indústrias Intelbras e Honda Componentes, na categoria Processo.

A Mostra de Gestão e Melhorias para a Qualidade seguiu até sexta-feira (29), com apresentação do modelo de gestão do Comando da 12ª Região Militar, e dos projetos da Yamaha Componentes, Ball, Siemens e Yamaha Motor, os quatro na modalidade Processo.

O Prêmio Qualidade Amazonas é promovido pela FIEAM, por meio do seu Departamento de Assistência à Média e Pequena Indústria (DAMPI), com patrocínio do Serviço Social da Indústria (SESI), Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), Confederação Nacional da Indústria (CNI), Caixa Econômica Federal e Centro da Indústria do Estado do Amazonas (CIEAM).

Fonte: Fieam

 

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