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18/02/2019 | 21:18 - Amazonas / Educação

AM. Curso de mestrado que forma docentes-pesquisadores para a educação básica inicia nova turma

Ériko Xavier, Fapeam

Com bolsa da Fapeam, a mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, Carla Andrea Mendonça, ingressou em 2018. Graduada em História, Carla é professora da rede municipal de ensino e tem distonia, uma doença que causa contrações musculares involuntárias, movimentos repetitivos ou de torção.

 

Nesta segunda-feira (18/02), o Programa de Pós-Graduação em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia, da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), realizou a abertura de mais uma turma do curso que trabalha com a diversidade de alunos e forma, em nível de mestrado, docentes-pesquisadores atuantes em projetos e ações que promovem a qualidade do ensino e aprendizagem na educação básica, na formação inicial e continuada de professores.

Criado em 2006, o curso tem a finalidade de formar docentes pesquisadores, em nível de mestrado, tanto em termos teóricos quanto didáticos-metodológicos de pesquisa, para atuação no ensino e na produção de conhecimentos, dando ênfase às questões da Amazônia.

O curso conta com apoio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado do Amazonas (Fapeam), que oferece bolsas de estudos para os mestrandos. O fomento e a capacitação de Recursos Humanos para Ciência, Tecnologia e Inovação (CT&I) no Amazonas é uma das linhas de ação da Fundação.

A edição 2019 do curso tem turma com 23 alunos. Desse número, 21 são do Estado do Amazonas, um da Colômbia e outro de Moçambique, os dois últimos ingressaram no curso por meio de acordo de cooperação internacional.

Inclusão social

Desde o ano passado, o curso recebe estudantes com deficiência e contará, pela primeira vez, com a participação de um aluno surdo, que será acompanhado por uma tradutora e intérprete da Língua Brasileira de Sinais (Libras), durante as aulas. Trata-se de um professor da universidade.

Com bolsa da Fapeam, a mestranda em Educação e Ensino de Ciências na Amazônia da UEA, Carla Andrea Mendonça, ingressou em 2018. Graduada em História, Carla é professora da rede municipal de ensino e tem distonia, uma doença que causa contrações musculares involuntárias, movimentos repetitivos ou de torção.

É um curso excelente que está indo além das minhas expectativas. Tem sido algo muito importante para minha formação, enquanto docente e como cidadã. O apoio da Fapeam, por meio da bolsa, é algo muito bom, porque o aluno precisa se deslocar, comprar material didático e até mesmo participar de eventos científicos. As bolsas são importantes, principalmente, para auxiliar as pessoas que vêm do interior do Estado para se dedicar, exclusivamente, ao estudo na capital, comentou.

Segundo o vice-coordenador, Mauro Gomes da Costa, a diversidade de alunos é importante por mostrar que as limitações, por exemplo, motora ou de audição não são barreiras para se progredir na escolaridade.

Linhas de pesquisa

Costa explica que o curso é organizado em torno de duas linhas de pesquisa que envolvem o ensino de Ciências. A primeira abrange o currículo, cognição e formação de professores. Já a segunda envolve epistemologias, divulgação científica e espaços não-formais.

A importância de formar pessoas nessa área é devido o Estado do Amazonas ter um déficit grande em relação ao quadro de professores com nível de mestrado. Nós que trabalhamos com cursos que funcionam no interior, precisamos nos deslocar de Manaus, muitas vezes, por conta da carência de profissionais com essa qualificação, especialmente, nos núcleos da UEA, disse.

Atualmente, o curso está com nota 5 pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes).

O curso vem crescendo, estamos com a nota 5 da Capes. A nota máxima é 7. Estamos trabalhando, em primeiro lugar, para manter a nota, porque isso permite o fornecimento de bolsas, além de outros incentivos relacionados ao programa. Com o ingresso de alunos surdos, distônicos e alunos vindos de outros países, estamos dando um novo passo para aumentar a nossa nota para nível 6, disse, lembrando que um dos requisitos para passar de nível na Capes é a cooperação internacional.

Revista

O curso tem ainda uma revista científica intitulada Areté, cuja vertente é voltada para ensino e aprendizagem, e conta com uma média de 12 artigos publicados, com tiragem semestral. E considerada pela Capes como Revista Qualis A2 (Área de Ensino). Além disso, anualmente é realizado o Simpósio de Ensino de Ciências na Amazônia (Secam), um evento que conta com a participação de alunos do curso e público externo.

A abertura do curso foi realizada na Escola Normal Superior da UEA, no bairro Chapada, zona Centro-Sul de Manaus. Na ocasião, foi apresentado o corpo docente, administrativo e explanação do regimento do programa para os estudantes. 

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