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21/05/2019 | 12:42 - Amazonas / Polícia

AM. Amazonas realiza seminário internacional de segurança que visa combater a criminalidade na região Norte do Brasil

Ascom/Adepol-AM

Estados da região fazem fronteira com os maiores produtores de drogas continente e sofrem em razão da crise observada na Venezuela. Assim, os problemas relacionados à violência estão, de algum modo, relacionados a eventos que vão além do território brasileiro, contou. Segundo ele, a composição das mesas incorpora contribuições de diversas regiões do país, como também internacionais. “Isso reforça o apelo global da região amazônica. Logo, o evento tem grande possibilidade de gerar parcerias entre instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de projetos no campo da segurança pública, com a possibilidade de ações concretas”, finalizou.


Foram apreendidos 5,7 toneladas de entorpecentes no Amazonas, pelo tráfico de drogas e 112 pessoas foram presas, sendo 14 estrangeiros, segundo dados da Polícia Federal, só em 2018. Uma região considerada difícil de fiscalização por todos os órgãos de segurança pública do Brasil. Como forma de discutir para combater esse tipo de crime organizado, foi escolhido o tema ‘Fronteira e Segurança no Espaço Amazônico’, no III Seminário Internacional de Segurança da Amazônia (SISAM), que vai reunir profissionais de segurança pública do Brasil e exterior, além de representantes de órgãos públicos, para discutir novas formas de coibir a violência no país. O encontro é bienal e ocorrerá nos dias 22, 23 e 24 de maio, no Tropical Hotel, na cidade de Manaus (AM)- Brasil.

Vários órgãos de segurança pública vão debater diversos temas, entre eles, evitar a entrada de drogas nas regiões de fronteiras (responsável pelo crescimento da criminalidade em todo o país), analisar as causas e consequências na violência na era digital, o problema dos refugiados nas fronteiras amazônicas e a valorização dos profissionais de segurança pública, poder do crime organizado na Amazônia.

O evento está na terceira edição, uma iniciativa do Centro de Estudos da Segurança da Amazônia (CESAM), entidade sem fins lucrativos, criada com o objetivo de promover estudos com a temática da segurança pública na Amazônia. Além disso, o CESAM promove capacitação em segurança pública e fornece suporte a políticas públicas nesse campo. O III SISAM também conta com o apoio da Associação dos Delegados de Polícia (Adepol-AM). O seminário conta também com a parceira do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e da Universidade Estadual do Amazonas (UEA), com apoio do Amazonastur- do Governo do Estado do Amazonas.

Nesse encontro também serão abordados outros temas, como por exemplo, os problemas que o Brasil enfrenta em consequência da crise da Venezuela, com a entrada dos refugiados e quais os impactos que afetam diretamente a população também na área de segurança. De acordo com o coordenador geral do seminário, delegado Mário Jumbo de Miranda Aufiero, o Amazonas precisa de políticas específicas pela localização e extensão geográfica, que dificulta o trabalho da polícia e demais instituições do sistema de justiça criminal.

“O Estado possui fronteiras com a Colômbia e Peru, principais produtores de cocaína em escala. Além dos rios Negro e Solimões serem rotas de escoamento da produção de drogas”, informa ele ressaltando que essas discussões entre profissionais renomados da área, gestores e acadêmicos têm como objetivo a construção de soluções por meio de políticas públicas baseadas em estudos científicos e conhecimento aprofundado da região.

Por essa razão, o evento será um espaço importante para a formação de redes de trabalho, constituição de parcerias nacionais e internacionais. Aufiero ressaltou ainda que uma estimativa de 75% das drogas do mundo, principalmente a cocaína, entram pela Amazônia de fronteiras secas, que interligam o Acre, o Amazonas e parte do Mato Grosso, áreas integrantes da Amazônia Legal. “É de total relevância ficar atento ao tráfico nas fronteiras com os outros países.

Essa discussão é para ajudar a reduzir a criminalidade do Brasil, dando atenção às reclamações da população ribeirinha do Amazonas e dos outros Estados, com alterativas de soluções práticas, viáveis e eficientes das autoridades brasileiras e internacionais”, disse. Construir políticas para a Amazônia não é algo exclusivamente local, mas ações que podem resultar em benefícios para todo o país.
Para o coordenador científico do Sisam, Vicente Riccio, este encontro será fundamental para reunir diversos setores na região. “Isso porque os

Estados da região fazem fronteira com os maiores produtores de drogas continente e sofrem em razão da crise observada na Venezuela. Assim, os problemas relacionados à violência estão, de algum modo, relacionados a eventos que vão além do território brasileiro, contou. Segundo ele, a composição das mesas incorpora contribuições de diversas regiões do país, como também internacionais. “Isso reforça o apelo global da região amazônica. Logo, o evento tem grande possibilidade de gerar parcerias entre instituições públicas e privadas para o desenvolvimento de projetos no campo da segurança pública, com a possibilidade de ações concretas”, finalizou.

Público Alvo

A estimativa é de 500 participantes, e como público alvo profissionais de segurança pública (policiais, guardas municipais, agentes penitenciários), profissionais de carreira jurídica (advogados, promotores, juízes, acadêmicos, gestores públicos, assistentes sociais) e demais interessados em assistir ciclos de palestras nacionais e internacionais, conferências, mesas temáticas, além de apresentação de trabalhos científicos expostos em painéis, mostrando ações inovadoras para a redução da violência no país, com instrumentos adequados para enfrentar os problemas do cotidiano com relação a criminalidade.

Ao final, os participantes do evento atualizarão a Carta de Manaus, que tem por finalidade traçar os principais objetivos para uma política de segurança contemporânea e realista para a região. Os insumos da carta serão colhidos a partir dos debates e palestras realizados durante o evento.

Os acadêmicos da UEA terão uma importante participação de seis grupos de trabalho com os temas ligados diretamente com as questões de segurança do dia a dia na Amazônia.

O seminário tem como parceiros a Associação dos Delegados do Estado do Amazonas (Adepol-AM), Centro de Estudos de Segurança da Amazônia (Cesam), Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP) e a Universidade Federal do Amazonas (UEA).

Ascom/Adepol-AM 

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