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03/11/2017 | 13:54 - Amazonas / Meio Ambiente

AM . Instituições discutem delimitação do trajeto do Corredor Ecológico Urbano do Sauim-de-Coleira

Altemar Alcântara / Semcom

O GT é formado por representantes da Semmas, Procuradoria Geral do Município (PGM), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Fundação Vitória Amazônica (FVA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ICMBio e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).

 

 

A proposta de criação do Corredor Ecológico Urbano do Sauim-de-Coleira prevê que uma área de, aproximadamente, 400 hectares, entre as zonas Centro-Sul e Norte de Manaus seja destinada à conservação do primata, que se encontra criticamente ameaçado de extinção na cidade. A proposta de delimitação do traçado foi apresentada nesta quarta-feira, 1/11, durante reunião com os representantes das instituições governamentais e não-governamentais que integram o Grupo de Trabalho (GT) responsável pela criação do corredor ecológico.

 

O encontro aconteceu duas semanas após o prefeito Arthur Virgílio Neto oficializar a criação do GT e anunciar a disposição da Prefeitura de Manaus em apoiar a causa em favor da espécie. A reunião, realizada na sede da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade (Semmas), órgão municipal responsável pela coordenação dos trabalhos, marcou oficialmente o início da discussão que resultará na elaboração da proposta final para decretação do corredor.

 

Para o diretor de Áreas Protegidas da Semmas, Márcio Bentes, o grupo já começa a trabalhar, tendo como base a proposta inicial feita pelas entidades que integram o Plano de Ação Nacional para a Conservação do Sauim-de-Coleira, segundo a qual o corredor deverá conectar o Parque Municipal do Mindu ao Parque Estadual Sumaúma e à Reserva Florestal Adolpho Ducke.

“Estamos acrescentando à proposta a nossa experiência em gestão de áreas protegidas e aspectos práticos importantes que precisarão ser considerados na hora de delimitarmos geograficamente a faixa territorial que comporá o novo corredor”, explicou Bentes. Segundo ele, a intenção da Prefeitura de Manaus é o quanto antes bater o martelo em relação aos critérios de análise e estruturas físicas necessárias ao corredor por entender que a cidade necessita de áreas verdes para melhorar a qualidade de vida das pessoas e conservar ambientes para o sauim-de-coleira.

“Vamos ter mais árvores e espaços protegidos para integração com as pessoas, inclusive com a proposta de uso diversificado do território do corredor, propondo ações de recuperação e uso coletivo por meio de parques lineares”, salientou.

 

Avanços

O representante do Instituto Chico Mendes de Biodiversidade (ICMBio), Diogo Lagroteria, considerou produtiva a primeira discussão do grupo. “Para uma primeira reunião, na qual o objetivo era o de nivelar informações, já tivemos avanços, como, por exemplo, definir a data da primeira saída de campo do grupo, já na próxima semana, com a finalidade de identificar as áreas particulares e públicas existentes ao longo do trajeto, bem como os fragmentos de áreas verdes e de preservação permanente que possam ser recuperados, além dos locais onde será necessário instalar passagens de fauna, placas indicativas de presença de fauna e redutores de velocidade”, afirmou. A intenção é envolver também a população já que no trajeto existem residências.

“Cada caso é um caso. Temos situações que só conseguiremos resolver envolvendo a comunidade, incentivando o plantio e manutenção de árvores frutíferas nos quintais, uma vez que o corredor passa por áreas com casas e vias de tráfego de veículos. Nesses pontos, são necessárias passagens artificiais de fauna, por meio de estruturas de metal ou cordas”, avaliou Lagroteria.

 

Segundo ele, o trabalho deverá ser concluído em 120 dias. Estudos realizados em 2015 sobre o grau de fragmentação e conectividade de áreas florestadas no perímetro do corredor indicavam a existência de pelo menos 4.181 fragmentos florestais, dos quais 29 são complexos prioritários com grau maior de conexão. “É sobre esses complexos que trabalharemos”, observou.

 

Conservação

De acordo com o secretário municipal de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Antonio Nelson de Oliveira Júnior, o GT será um passo importante para a contribuição efetiva da Prefeitura de Manaus ao Plano de Ação Nacional para a Conservação das Espécies Ameaçadas (PAN) Sauim-de-Coleira. “É importante ressaltar que o Corredor Ecológico Urbano do Sauim-de-Coleira terá uso diferenciado dos demais corredores, já que partes serão destinadas à conservação integral, partes para uso pela comunidade com atividades esportivas e educativas, e o direito de propriedade garantido dentro do trajeto”, explicou o secretário Antonio Nelson.

O GT é formado por representantes da Semmas, Procuradoria Geral do Município (PGM), Secretaria Municipal de Infraestrutura (Seminf), Universidade Federal do Amazonas (Ufam), Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Fundação Vitória Amazônica (FVA), Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e Recursos Naturais Renováveis (Ibama), ICMBio e Secretaria de Estado de Meio Ambiente (Sema).  

Fonte: SEMMAS

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