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25/02/2019 | 00:16 - Amazonas / Saúde

AM . Amazonas registra casos de gripe por Influenza A (H1N1) e Susam reforça unidades com antiviral

Divulgação

Conforme o Boletim Epidemiológico de Vigilância de Síndrome Gripal, até o momento, foram registrados 104 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), das quais, 27 foram positivas para Influenza A (H1N1), em jovens e adultos, e 18 casos positivos para Vírus Sincicial Respiratório (VRS), em crianças menores de dois anos.

 

A rede de saúde do Estado está em alerta por conta do aumento das síndromes respiratórias agudas causadas por vírus, como o H1N1, da Influenza A. De acordo com a Fundação de Vigilância em Saúde do Estado do Amazonas (FVS-AM), o vírus H1N1 está circulando no Amazonas, o que levou a Secretaria de Estado de Saúde (Susam) a reforçar as unidades com 49 mil capsulas de antiviral, além de definir os protocolos clínicos e manejos dos casos.

Conforme o Boletim Epidemiológico de Vigilância de Síndrome Gripal, até o momento, foram registrados 104 casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), das quais, 27 foram positivas para Influenza A (H1N1), em jovens e adultos, e 18 casos positivos para Vírus Sincicial Respiratório (VRS), em crianças menores de dois anos.

Ainda segundo Boletim da FVS, foram registrados 04 óbitos por SRAG na última semana  02 em Manaus, 01 de Manacapuru, 01 de Parintins  e outros estão em investigação. Em todos os casos, os pacientes procuraram o serviço de saúde tardiamente. O Laboratório Central de Saúde Pública (Lacen-FVS) confirmou na tarde da última sexta-feira (22/02) que o agente etiológico nos casos de óbito foi Influenza A, transmitida pelo H1N1.

Nossa rede está abastecida com a medicação para o tratamento das síndromes gripais agudas e é importante que as pessoas procurem as unidades diante dos sintomas. Principalmente aquelas que estão na faixa de risco e não se vacinaram ano passado, durante a campanha que o Ministério da Saúde realiza em todo o Brasil, afirma o vice-governador e secretário de Saúde, Carlos Almeida.

Na faixa de risco estão bebês, idosos, pessoas com doenças crônicas, grávidas, mulheres até 45 dias após o parto, trabalhadores da saúde, profissionais da educação, povos indígenas, pessoas privadas de liberdade e profissionais do sistema prisional. A meta da campanha no ano passado era vacinar 90% desse público, mas algumas faixas  gestantes, menores de dois anos e profissionais de saúde  não atingiram a cobertura vacinal necessária. Foram vacinadas, durante a campanha, 810.093 pessoas com cobertura vacinal de 87,2%.

O vírus da gripe pode se manifestar de forma grave nas pessoas susceptíveis, por isso, a importância de vacinar. Como a próxima campanha de vacinação está prevista para abril, temos que manter a vigilância e conscientizar as pessoas sobre os cuidados, disse o secretário. O Governo do Estado preparou uma campanha na mídia para orientar a população.

Período Sazonal

O período sazonal da gripe e das síndromes respiratórias agudas no Amazonas costuma acontecer no início do ano, com intensificação das chuvas. Conforme o boletim da FVS, começou a ser notificado, a partir da segunda semana de fevereiro um aumento de cerca de 50% no atendimento de casos de síndrome gripal na rede de urgência e emergência da Secretaria de Estado de Saúde (Susam).

Desde janeiro, quando começaram a aumentar os casos de internação por doenças respiratórias e gripes, a rede de atenção da capital vem sendo preparado para o enfrentamento de surto. Foram realizadas na FVS reuniões técnicas para alinhamento dos protocolos a serem seguidos para o atendimento prioritário dos pacientes com Síndrome Respiratória Grave nas unidades de urgência e emergência da rede pública e privada de Manaus, além de ações estabelecidas com a Secretaria Municipal de Saúde Manaus (Semsa) para a preparação da sua rede assistencial para o atendimento desses pacientes, inclusive com as Unidades Básicas de Saúde em horário estendido.

Para a diretora presidente da FVS, Rosemary Costa Pinto, o vírus H1N1 tem alta transmissibilidade, por isso preocupa. "O vírus H1N1 circulou no segundo semestre do ano passado, nas regiões sul e sudeste do país, e, normalmente, esses vírus circula no norte e nordeste no semestre seguinte, disse.

Ainda segundo Rosemary, antecipando um possível surto, desde janeiro, a FVS abasteceu toda a rede pública e privada da capital e do interior com 49 mil cápsulas de antiviral recomendado para ser utilizado no tratamento da doença, mantendo ainda, um estoque estratégico para atendimentos emergenciais. Desde janeiro, a rede está sendo preparada para o período sazonal da doença, definindo os protocolos clínicos e manejos dos casos", acrescentou.

Também iniciou nas maternidades uma campanha para imunização de bebês prematuros contra o Vírus Sincicial Respiratório (VRS) com a vacina Palivizumabe.

Rosemary afirma que a medicação contra a H1N1 tem maior eficiência terapêutica quando ministrada durante as primeiras 48 horas de apresentação dos sintomas da doença. "Gripe não deve ser banalizada e negligenciada, por isso, é preciso ficar atento para não procurar as unidades de saúde em estado crítico", alertou.

Sobre a influenza - Considerada uma infecção viral aguda que afeta o sistema respiratório, caracterizada por febre alta de início súbito, acompanhado por intensas dores musculares e articulares, dor de cabeça, dor de garganta e coriza.

A gripe é transmitida pessoa a pessoa, ao falar, tossir, espirrar, principalmente, e pelas mãos que transmitem o vírus por contato direto ou contaminando superfície e objetos. Portanto, a FVS recomenda a lavagem frequente das mãos, o uso de álcool gel, evitar aglomerados e evitar a exposição de menores de cinco anos ao clima chuvoso.
 

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